Hoje é o Dia 15 do desafio de 30 dias estudando Linux, com foco na certificação Linux Essentials — LPI 010-160 e na construção de uma base prática para atuar com Suporte Técnico em TI.
O objetivo 3.3 tem o maior peso individual do exame. Hoje começa a parte de automação: transformar sequências que você já executa manualmente em arquivos executáveis.
📌 Metodologia do projeto:
Teoria → Exercício → Prática → Explicar → Revisar
🎯 Objetivos do dia
- Objetivo LPI: 3.3 — Transformando comandos em scripts
- Peso no exame: 4
- Entender o conceito, executar os comandos no terminal e saber explicar o motivo de cada resultado.
- Relacionar o conteúdo da prova com situações reais de suporte Linux.
💻 Ambiente recomendado: Debian/Ubuntu em máquina virtual ou máquina de estudos.
Evite praticar comandos destrutivos comorme alterações administrativas no seu sistema principal.
🚀 UPLinux.com.br - prática complementar
Durante esta jornada, uso a plataforma UP Linux para revisar questões e executar desafios práticos:
Use a plataforma depois da leitura para reforçar o conteúdo com repetição espaçada e exercícios.
🧠 TEORIA
1. Editores
A prova espera familiaridade com nomes como vi e nano.
Nano
nano arquivo.txt
Atalhos aparecem na parte inferior. ^ significa Ctrl.
Ctrl+O— salvar;Ctrl+X— sair;Ctrl+W— pesquisar.
Vi/Vim — mínimo necessário
vi arquivo.txt
i— entra em modo de inserção;Esc— sai do modo de inserção;:w— salvar;:q— sair;:wq— salvar e sair;:q!— sair descartando alterações.
2. O que é um shell script?
Um arquivo de texto contendo comandos interpretados por um shell.
#!/bin/bash
echo "Olá, Linux"
A primeira linha é o shebang. Ela informa qual interpretador deve executar o arquivo quando ele for chamado diretamente.
3. Tornando executável
chmod +x script.sh
./script.sh
Também é possível chamar explicitamente o interpretador sem bit de execução:
bash script.sh
4. Variáveis
NOME="Waldo"
echo "Olá, $NOME"
Não coloque espaços em torno de = na atribuição.
5. Substituição de comando
AGORA=$(date)
echo "Data: $AGORA"
💻 PRÁTICA GUIADA
mkdir -p ~/linux-lab/dia15
cd ~/linux-lab/dia15
nano info-sistema.sh
Digite:
#!/bin/bash
echo "=== Informações do sistema ==="
echo "Usuário: $USER"
echo "Host: $(hostname)"
echo "Kernel: $(uname -r)"
echo "Diretório: $PWD"
echo "Data: $(date)"
Salve e execute primeiro sem permissão:
./info-sistema.sh
Você provavelmente receberá Permission denied.
Depois:
chmod +x info-sistema.sh
./info-sistema.sh
Compare com:
bash info-sistema.sh
✏️ EXERCÍCIOS
- Crie
saudacao.shque imprima seu nome e usuário atual. - Execute com
bash saudacao.shantes de adicionar execução. - Adicione
chmod +xe execute com./saudacao.sh. - Troque o shebang para um caminho inválido e observe o erro ao chamar diretamente.
- Abra o script no
vi, altere uma linha e salve usando:wq.
🗣️ EXPLICAR COM SUAS PALAVRAS
Explique:
- O que é um script?
- Qual o papel do shebang?
- Por que
bash script.shpode funcionar mesmo semchmod +x? - O que significa
./em./script.sh? - Qual a diferença entre variável shell e texto literal quando usamos aspas simples ou duplas?
🧪 MINI SIMULADO
1. Qual linha é um shebang válido para Bash?
✅
#!/bin/bash.
2. Qual comando adiciona execução?
✅
chmod +x arquivo.
3. Qual comando executa explicitamente um script com Bash?
✅
bash script.sh.
4. Em Nano, qual atalho salva?
✅
Ctrl+O.
5. No vi, qual tecla entra em modo de inserção?
✅
i.
6. No vi, qual comando salva e sai?
✅
:wq.
7. NOME = "Ana" é uma atribuição válida no Bash?
✅ Não. Não pode haver espaços ao redor de
=.
8. O que faz $(date)?
✅ Executa
datee substitui pela saída do comando.
✅ CHECKLIST DO DIA
- Reconheço
nano,vie seus atalhos básicos - Entendo o shebang
- Sei executar script com
bashe diretamente - Entendo a necessidade do bit de execução para
./script.sh - Sei criar variáveis simples
- Sei usar
$(comando)
📅 Próximo passo — Dia 16
No próximo dia: Argumentos, status de saída e decisões simples em scripts.
📚 Referências
- Objetivos oficiais — Linux Essentials 010-160
- Material oficial de aprendizagem — LPI 010-160
- WaldoEller.com — Blog
Regra da jornada: não apenas leia os comandos. Digite, observe a saída, provoque erros controlados e tente explicar o comportamento antes de consultar a resposta.
