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Estudo de Caso

Laboratório de Infraestrutura com GLPI

Laboratório de Infraestrutura Linux

Publicado em

8 min de leitura
Capa do projeto Laboratório de Infraestrutura com GLPI

Visão geral

Desenvolvi este laboratório com o objetivo de simular a implantação de um servidor Linux em um ambiente corporativo controlado. Todo o projeto foi executado em uma máquina virtual criada no Oracle VirtualBox, permitindo praticar virtualização, instalação de sistemas, configuração de rede, administração remota, hospedagem de aplicações web, banco de dados, segurança e estratégias de recuperação.

A máquina virtual utiliza o Ubuntu Server 24.04 LTS, com recursos dimensionados para um ambiente de estudos: aproximadamente 2 GB de memória RAM, 30 GB de armazenamento e adaptador de rede configurado em modo bridge.

Após a instalação, o servidor recebeu endereço IP fixo, feramentas administrativas e acesso remoto por SSH.

O resultado é uma infraestrutura funcional para hospedar o GLPI, sistema open source voltado ao gerenciamento de ativos, chamados e serviços de tecnologia da informação.


Objetivo do laboratório

O projeto foi criado para desenvolver e demonstrar conhecimentos práticos nas seguintes áreas:

  • Provisionamento de máquinas virtuais;
  • Instalação e administração do Ubuntu Server;
  • Particionamento de discos para servidores;
  • Configuração de endereço IP estático;
  • Administração remota com OpenSSH;
  • Configuração de firewall com UFW;
  • Instalação de Apache, PHP e MariaDB;
  • Administração de bancos de dados;
  • Implantação do GLPI;
  • Diagnóstico e resolução de falhas;
  • Criação de snapshots e backups da máquina virtual;
  • Inventário e documentação da infraestrutura.

Ambiente utilizado

Componente Tecnologia
Hipervisor Oracle VM VirtualBox
Sistema operacional Ubuntu Server 24.04 LTS
Memória da VM 2 GB de RAM
Armazenamento Disco virtual de 30 GB
Rede Adaptador em modo bridge
Acesso remoto OpenSSH Server
Firewall UFW
Servidor web Apache HTTP Server
Linguagem de backend PHP
Banco de dados MariaDB
Administração do banco Terminal e phpMyAdmin
Aplicação principal GLPI
Recuperação Snapshot e exportação OVA
Documentação Inventário técnico da infraestrutura

Fluxo resumido de implantação

Diagrama Mermaid da arquitetura


Organização do armazenamento

O disco virtual foi planejado com partições separadas para aumentar a organização, facilitar a administração e reduzir o impacto causado pelo crescimento descontrolado de arquivos.

A estrutura definida inclui partições específicas para inicialização, sistema operacional, dados dos usuários, logs, banco de dados, arquivos temporários e serviços web.

Também foi mantido espaço livre para futuras expansões.

Ponto de montagem Tamanho Finalidade
/boot 512 MB Arquivos necessários para a inicialização
/ 6 GB Sistema operacional e aplicações
/home 5 GB Diretórios e configurações dos usuários
/var 5 GB Logs, banco de dados, cache e arquivos variáveis
/tmp 1 GB Arquivos temporários
swap 2 GB Memória virtual
/srv 2 GB Arquivos relacionados aos serviços hospedados
Reserva 8 GB Expansão futura

A separação de /var é especialmente relevante porque serviços como MariaDB, Apache e GLPI podem gerar logs, bancos de dados e arquivos que crescem com o uso. A partição /srv, por sua vez, ajuda a manter organizados os dados relacionados aos serviços oferecidos pelo servidor.


Etapas de implementação

1. Preparação da máquina virtual

Inicialmente, foi criada uma máquina virtual no VirtualBox e associada à imagem ISO do Ubuntu Server.

O adaptador de rede foi configurado em modo bridge para que a VM pudesse participar diretamente da rede local e ser acessada a partir de outras máquinas.

2. Instalação e configuração do Ubuntu Server

Após a instalação do sistema operacional, foram realizadas as atualizações de pacotes e instaladas ferramentas essenciais de administração, como curl, wget, vim, htop, net-tools, git e ufw.

Também foi configurado um endereço IP estático por meio do Netplan, garantindo que os serviços permanecessem disponíveis sempre no mesmo endereço da rede.

3. Administração remota com OpenSSH

O OpenSSH Server foi instalado para permitir a administração remota do servidor por meio de uma conexão criptografada.

Entre as configurações aplicadas estão:

  • Inicialização automática do serviço;
  • Validação do status com systemctl;
  • Testes de conexão local e remota;
  • Desabilitação do login direto como root;
  • Liberação da porta utilizada pelo SSH no firewall.

A documentação também reforça que a regra de firewall deve ser criada antes da ativação do UFW, evitando a perda do acesso remoto.

4. Instalação do ambiente web

O servidor recebeu uma pilha de serviços formada por:

  • Apache;
  • PHP e suas extensões;
  • MariaDB;
  • phpMyAdmin.

A instalação foi validada por meio da página padrão do Apache, da verificação da versão do PHP e da criação temporária de uma página utilizando phpinfo().

O MariaDB foi configurado com remoção de usuários anônimos, exclusão do banco de testes, bloqueio do acesso remoto do usuário administrativo e recarga das tabelas de privilégios.

5. Configuração do banco de dados

Foi criado um banco de dados exclusivo para o GLPI, juntamente com um usuário específico para a aplicação.

Essa abordagem evita que o sistema utilize diretamente a conta administrativa do banco e aplica o princípio de separação de responsabilidades. O usuário da aplicação possui permissões apenas sobre o banco utilizado pelo GLPI.

A configuração também foi documentada por meio do phpMyAdmin, demonstrando tanto a administração via terminal quanto pela interface gráfica.

6. Implantação do GLPI

Após a preparação do ambiente, foram instaladas as extensões PHP exigidas pelo GLPI. Em seguida, o pacote da aplicação foi baixado, extraído no diretório do servidor web e recebeu as permissões necessárias para execução pelo Apache.

O processo incluiu:

  1. Validação das dependências do PHP;
  2. Criação do banco e do usuário;
  3. Download e extração do GLPI;
  4. Ajuste de propriedade e permissões;
  5. Configuração do Apache;
  6. Ativação do módulo de reescrita;
  7. Execução do instalador web;
  8. Alteração das credenciais iniciais;
  9. Remoção do diretório de instalação.

Essas etapas resultaram em uma instância funcional do GLPI acessível pela rede local.

7. Configuração do firewall

O UFW foi configurado com uma política restritiva, permitindo somente as portas necessárias para o funcionamento do laboratório.

Foram liberados o acesso administrativo via SSH e o tráfego HTTP para o Apache e o GLPI. Após cada alteração, o estado do firewall e as portas em escuta foram verificados.

Essa etapa demonstrou um conceito importante: o firewall não interrompe os serviços executados internamente, mas controla quais conexões externas podem alcançá-los.

8. Diagnóstico e resolução de problemas

Durante a configuração do phpMyAdmin, foi analisado o erro de autenticação 1698, relacionado ao método unix_socket utilizado pelo usuário administrativo do MariaDB. O laboratório documenta a investigação do plugin de autenticação, a consulta aos usuários do banco e os testes realizados após o ajuste.

Para uma implementação mais segura, o ideal é manter o usuário root restrito à administração local e utilizar contas administrativas ou de aplicação separadas para acessos pelo phpMyAdmin.

9. Recuperação e continuidade

Foram criados snapshots antes de mudanças importantes, como instalações, atualizações e alterações de configuração.

O snapshot permite retornar rapidamente a um estado anterior da VM, embora não substitua um backup independente.

Como estratégia adicional, a máquina virtual foi exportada para o formato OVA. Antes da exclusão da VM original, o arquivo exportado deve ser importado e validado, verificando:

  • Inicialização do sistema;
  • Integridade dos dados;
  • Endereçamento de rede;
  • Funcionamento do SSH;
  • Funcionamento do Apache e do GLPI;
  • Disponibilidade do banco de dados;
  • Recursos de CPU, memória e disco.

Somente após essa validação o arquivo OVA pode ser considerado um backup funcional da máquina virtual.


Diagrama da arquitetura

Diagrama da arquitetura

Competências demonstradas

Este laboratório demonstra experiência prática em:

  • Administração de sistemas Linux;
  • Virtualização de servidores;
  • Configuração de redes TCP/IP;
  • Gerenciamento de serviços com systemd;
  • Administração remota com SSH;
  • Firewall e controle de portas;
  • Implantação de servidores web;
  • Gerenciamento de banco de dados;
  • Hospedagem de aplicações open source;
  • Diagnóstico de autenticação e permissões;
  • Backup, restauração e continuidade;
  • Inventário e documentação técnica.

Resultado do projeto

Ao final do laboratório, foi obtido um servidor Linux virtualizado, administrável remotamente e protegido por firewall, executando uma aplicação GLPI integrada ao Apache, PHP e MariaDB.

Além da implantação técnica, o projeto contempla documentação, inventário, resolução de falhas e procedimentos de recuperação. Dessa forma, o laboratório representa não apenas uma instalação funcional, mas uma simulação do ciclo de vida de um servidor utilizado em uma infraestrutura real de TI.


Referência de estudo: laboratório desenvolvido com base na série Servidores Linux na Prática, do professor Daniel Santos.

A implementação, os testes, a documentação e as adaptações apresentadas neste portfólio foram realizados por mim.

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